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quinta-feira, 5 de maio de 2011




Livro da Vida, Capítulo XXXXXXXXXXX -


Eu tentava transparecer que estava bem. Eu não estava nem um pouco a fim de conversar sobre os meus problemas com alguém, nem com ele, não hoje. Eu ainda precisava organizar certas coisas na minha cabeça. A maioria das minhas confusões se resumiam á: medo. Medo do futuro, principalmente. Medo daquele longo vestido branco, com uma cauda enorme e, geralmente, seguido de pessoas segurando-a pra que não pisassem nela. Medo disso. Ou, pior ainda, medo disso não acontecer. Ou, pior ainda do que isso (sim, sempre tem como piorar!), no dia em que eu usar esse lindo vestido, quem estará do meu lado não será ele. E, o problema maior, é que eu não conseguia as respostas dessas perguntas que giravam e giravam na minha cabeça. Talvez eu esteja precipitando tudo, talvez eu esteja apenas com uma perspectiva decente para o futuro, ou talvez eu só precise de terapia.

1 Nova Mensagem - Damned Gaskarth

A mensagem de Damn me acordou pra 'vida real' (ou não), seguido de um longo 'OOOOOOOOI' de Bernard no MSN. Droga, eu precisava resolver essa história com os dois. Mas, não agora. Não estava bem. Decidi deixar o outro lado da minha vida pra depois, agora eu precisava em me concentrar em alguma maneira de aliviar a minha dor. A minha dor real.

Talvez o motivo da minha fuga pra esse outro lado da minha vida, é que eu me sentia bastante segura lá - rodeada de pessoas que me mimavam , me amavam, e me conheciam muito bem. Pessoas do passado. Eu amava o passado. Pois, quando tudo parece mudar, a úncia coisa que permance intacta são as nossas lembranças. Eu me sentia segura no passado, pois eu tinha dómínio sobre ele, sempre sabendo o que fazer. Talvez eu estivesse tirando a graça da vida fazendo isso, mas eu precisava me sentir segura e amada em algum lugar no mundo.

A pessoa que eu mais amo nesse mundo (no mundo real) me fazia com que eu me sentisse segura e amada, até demais. O medo é: até quando? Talvez, por isso, eu sentia tanto medo. É. Ao lado dele eu me sinto quentinha e protegida, como uma criança, em um conto de fadas, aonde ele vai me salvar de tudo e nada vai me afetar. Onde ele é o meu herói e vivemos felizes para sempre. Poxa, eu o amo, de verdade. Mesmo. E o meu medo é amar demais as pessoas. Sempre, SEMPRE que eu faço isso, sempre que eu as amo e me entrego de verdade, mais dia ou menos dia, elas vão embora, acabando com todas as minhas expectativas e me deixam sangrando no chão. Não, eu não sou a vítima. Possivelmente, já fiz isso com várias pessoas. É um ciclo. Os seres humanos se machucam. Se ama. Se odeiam. Fazem amor. É assim que a vida segue.

Hoje, nada poderia me afetar. Nem as doces palavras do Damn que me remetiam ao passado e me levavam por uma onda de paz e saudade, nem as milhares de saudades que Berndard dizia sentir por mim, e nem a perca de ...

Não me importa mais. A dor já se tornou tanta, que tornou-se minha própria anestesia.
Adeus.

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