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quarta-feira, 20 de abril de 2011

o amor machuca, o amor cura.


Eu me sentia estranha. O fato, em si, era estranho. Pelo menos pra mim. Eu que, talvez, sempre pensei que uma pessoa poderia substituir outra, mas descobri que não é bem assim. Certas pessoas conseguem muito bem substituir outras, mas eu, não. E não falo de uma simples pessoa. Falo daquela pessoa que é, pra mim, a personificação do amor. Falo de meu amor, meu querido, meu anjo, meu bem. Falo também da pessoa mais chata que conheço, mais irritante, mais dramática. A única pessoa que pode fazer com que eu me sinta escaldante e gelada ao mesmo tempo, a única pessoa que consegue fazer meu coração doer como se fosse se afundar em seu próprio sangue coagido, faz ele pulsar, arder, doer. Faz as lágrimas cairem de meus olhos, como estiletes cortantes e penetrantes na minha pele. Meu Alisson. Não importa o quanto a gente se odeio e brigue, ainda vai existir amor. Não importa quão duras sejam as minhas palavras ou reações, você vai saber me perdoar. Não importa o quanto eu digo que eu te odeio ou que não te queria em minha vida, você vai sentir que é mentira, a maior mentira desse mundo. Não importa nada, desde que eu tenha você. E eu sinto sua falta á cada segundo do meu dia, exatamente como era há nove meses atrás e exatamente como será daqui há nove anos. Eu te amo. Eu te odeio. Não sei viver sem você. Não mesmo.

To be continued.

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